Notas do desenvolvedor Por equipe do Split Screen Launcher Março de 2026~8 min de leitura

Split Screen Launcher: um dos poucos apps de tela dividida que ainda funcionam no Android 15 e 16

Os aparelhos Pixel e com Android puro não têm o recurso "App Pair" da Samsung. Neste post contamos como o Split Screen Launcher preenche essa lacuna, por que a maioria das alternativas parou de funcionar nas versões mais recentes do Android e as decisões de design que tomamos pelo caminho.

Tela principal do Split Screen Launcher mostrando pares de apps salvos
Split Screen Launcher em um Pixel 9 Pro (Android 16). Os pares salvos são gerenciados dentro do app — tocar em qualquer linha abre os dois apps em tela dividida de uma só vez.
Categoria: ferramentas de produtividade Testado em: Pixel 9 Pro (Android 16), Pixel 7a (Android 15)
Resumo
Conteúdo
  1. Contexto: por que o "App Pair" importa no Android
  2. O que o Split Screen Launcher de fato faz
  3. O problema do Android 15/16 — e por que a maioria dos rivais caiu
  4. Permissões e privacidade
  5. Comparação com outros apps de tela dividida
  6. Preço
  7. Para quem este app é (e quem deve pular)
  8. Resumo
  9. Registro de alterações

1. Contexto: por que o "App Pair" importa no Android

O Android suporta multitarefa em tela dividida desde a versão 7.0 (Nougat, 2016). O que ele nunca ofereceu no nível do sistema é salvar combinações de dois apps e abrir os dois juntos. A Samsung adicionou isso à One UI como "App Pair" em 2017, e quem troca um Galaxy por um Pixel percebe quase na hora que o recurso sumiu.

A saída é instalar um lançador de terceiros que automatize o processo de duas etapas: abrir o app A e depois o app B na janela ao lado. O Google Play tem dezenas desses apps — mas o ecossistema é mais bagunçado do que parece, porque cada versão do Android muda como a tela dividida pode ser invocada, e a maior parte dos apps não é atualizada.

2. O que o Split Screen Launcher de fato faz

O Split Screen Launcher é um utilitário de propósito único. Você escolhe dois apps, dá um nome ao par ("Deslocamento", "Trabalho", "YouTube + X") e o par aparece como uma linha dentro do app. Tocar na linha abre os dois lado a lado.

Criando um novo par de apps
Criação do par: escolha quaisquer dois apps instalados e salve como um par nomeado. Essa configuração única transforma os próximos lançamentos em um único toque.
Lista de pares salvos
Todos os pares ficam dentro do próprio app — não são criados ícones na tela inicial. É uma escolha deliberada para não depender das manias do Pixel/Nova nem das mudanças do sistema.
Dois apps rodando em tela dividida
Resultado: dois apps lado a lado em tela dividida, abertos com um único toque no par. Exemplo: Gmail + YouTube.

Esse é praticamente o conjunto todo de recursos. Sem navegador embutido, sem widget flutuante, sem integração com a gaveta de notificações. O APK tem cerca de 2,8 MB — menor que a maioria dos ícones de apps — e não executa nada em segundo plano.

Pares que usamos durante os testes:

Um detalhe fácil de ignorar e que merece destaque: os dados dos pares podem ser exportados para um arquivo de backup. Parece banal, mas vários concorrentes da categoria guardam os pares no armazenamento privado do app, sem caminho de exportação — trocar de aparelho significa refazer todos os pares à mão. Fizemos do backup/restauração um recurso de primeira classe justamente para que uma migração de Pixel para Pixel restaure todo o conjunto em segundos.

Outra escolha de design que vale deixar clara desde já: o app não cria atalhos na tela inicial. Cada par vive dentro do próprio app. É uma troca. O custo é que abrir um par exige entrar no app primeiro — um toque a mais em relação aos concorrentes baseados em atalhos. O benefício é duplo: a tela inicial não fica poluída de ícones de pares, e o app não fica amarrado a qualquer comportamento que o lançador atual (Pixel Launcher, Nova etc.) resolva dar aos atalhos. Esse segundo ponto pesa mais do que parece — como mencionamos na seção 3, lançadores baseados em intents de atalho são exatamente os que costumam quebrar nas transições para Android 15 e 16. Ficar dentro do app isola a ferramenta dessa família inteira de falhas.

Para quem este app é (e quem deve pular)

Antes de mergulhar no lado técnico, aqui vai uma verificação rápida de compatibilidade para você decidir se vale a pena seguir lendo.

Combina com você se…

  • Usa os mesmos dois apps juntos regularmente (mapas + música, e-mail + chat)
  • Está em um Pixel ou Android puro e sente falta do App Pair da Samsung
  • Prefere apps sem anúncios ou SDKs de rastreamento
  • Usa Android 12L ou mais novo (sem precisar da permissão de Acessibilidade)
  • Quer algo que continue funcionando a cada nova versão do SO

Pule se você…

  • Raramente usa tela dividida
  • Quer widget flutuante, lançamento por gestos ou integração com o Tasker
  • Precisa emparelhar apps declarados como não redimensionáveis (câmera nativa, Google Files)
  • Tem um Samsung — o App Pair embutido da One UI já é excelente
  • Prefere atalhos na tela inicial em vez de gerenciar dentro do app

Ainda interessado? O restante do artigo cobre o lado técnico — por que o Android 15 e 16 derrubou a maioria das alternativas e quais decisões de design ficaram por trás da nossa abordagem.

3. O problema do Android 15/16 — e por que a maioria dos rivais caiu

Esta é a parte interessante, e o motivo pelo qual a maioria dos apps concorrentes parou de funcionar.

Historicamente, os lançadores de tela dividida dependiam de um punhado de APIs do sistema que o Google foi apertando ou removendo. Cada nova versão do Android reduziu os caminhos que apps de terceiros podem usar para abrir dois apps lado a lado. O Android 15 e o 16, em particular, fecharam as rotas mais comuns. Os atalhos via shell falham de forma parecida.

Em poucas palavras: os "truques" que apps de terceiros usavam para colocar o celular em modo dividido já não funcionam no Android 15 e 16. A maioria dos apps da categoria nunca lançou correção.

O resultado é que a maior parte dos utilitários de tela dividida no Google Play — incluindo o mais baixado da categoria — não se comporta mais corretamente em Pixels recentes. As avaliações desses apps estão cheias de reclamações a partir do fim de 2025.

O Split Screen Launcher chega à tela dividida de forma confiável no Android 15 e 16 por outro caminho. Guardamos o mecanismo exato para nós — levou bastante experimentação encontrar uma combinação que funciona em várias versões do SO, e publicar a receita seria, na prática, entregá-la para todos os concorrentes quebrados. O que podemos dizer é que o nosso histórico de releases reflete manutenção ativa ao longo das transições de Android 12, 12L, 14, 15 e 16, e pretendemos manter esse ritmo.

O que ainda não funciona: alguns apps declaram android:resizeableActivity="false" no manifest — a câmera nativa e o Google Files são os grandes exemplos — e o sistema bloqueia de vez a entrada deles em tela dividida, independentemente de como sejam abertos. Nem o App Pair embutido da Samsung consegue colocá-los lado a lado. Não é limitação do app nem algo que qualquer utilitário de terceiros possa resolver.

Em poucas palavras: esses apps disseram ao Android "eu me recuso a rodar no modo dividido", e nenhuma ferramenta de terceiros — nem a da Samsung — consegue contornar isso.

4. Permissões e privacidade

No Android 12L e posteriores, o app não exige permissões em tempo de execução nem Serviço de Acessibilidade. Tudo é feito com flags padrão de Activity.

No Android 9 a 12, o app precisa de permissão do Serviço de Acessibilidade, porque essa é a única API disponível. A ficha na Play Store deixa explícito que o serviço só é usado para ativar o modo de tela dividida. A lista de permissões mostrada pelo Google Play é tão curta que cabe inteira em uma tela — sem localização, sem contatos, sem armazenamento e (principalmente) sem rede. Já é algo incomum nesse canto da Play Store.

Em poucas palavras: em versões mais antigas do Android não havia API oficial para disparar a tela dividida, então o Serviço de Acessibilidade era o único caminho viável. É uma restrição herdada, não algo que o app use para ler sua tela.

Para comparar: a maioria dos apps gratuitos de tela dividida na Play Store traz SDKs de anúncios (AdMob, Unity, IronSource), o que significa que eles declaram a permissão INTERNET e trazem junto toda a carga de trackers. Optamos por monetizar com uma assinatura mínima — em parte para manter a pegada de permissões limpa, em parte porque enfiar SDKs de anúncios em um utilitário de 2,8 MB mais que triplicaria o tamanho.

5. Comparação com outros apps de tela dividida

Antes da tabela em si, vale desenhar o cenário. A funcionalidade no estilo "App Pair" já foi abordada de alguns ângulos:

Com esse pano de fundo, essas são as três alternativas dedicadas mais citadas na Google Play no começo de 2026:

Item Split Screen Launcher
(sakura.dev.jp)
Split Screen Launcher
(CCS Software Inc.)
Split Screen Shortcut
(Toolhouse)
Funciona no Android 15/16 SimParcial / relatos de falha Relatado como quebrado
Anúncios (versão grátis) Nenhum Banner + intersticial Intersticial
Tamanho do APK~2,8 MB~15 MB~8 MB
Permissão de AcessibilidadeSó no Android 9–12SempreSempre
Permissão de rede no manifest Não declaradaDeclarada (anúncios)Declarada (anúncios)
Preço Pro / premium~US$ 1 / mêsRelatado ~₱775 (~US$ 13) no localPagamento único ~US$ 3
Última atualizaçãoMarço de 2026Junho de 20252023

Números dos concorrentes baseados nas fichas atuais do Google Play em março de 2026. Os preços variam por região. Em telas estreitas, role horizontalmente.

O app da CCS Software é o peso-pesado do nicho — mais de 1,9 milhão de downloads, bem à frente de qualquer outro — mas sua última atualização é anterior ao Android 15, e avaliações recentes na Google Play reclamam que ele não entra mais corretamente em tela dividida em Pixel 8, 9 e 10 com Android 15 ou 16. Um outro app, "Split Screen Easy Multitasking", cobra US$ 18,99 por semana pelos recursos premium, algo muito criticado em threads no Reddit.

Em outras palavras, o campo está anormalmente fraco. Um app pequeno, mantido ativamente e sem anúncios como este tem caminho fácil para se destacar — desde que os usuários encontrem.

6. Preço

A versão gratuita limita o número de pares salvos para que o usuário teste todo o fluxo antes de decidir se o app combina com os hábitos dele. As funções essenciais — criar pares, abri-los, backup/restauração — funcionam sem pagar.

A assinatura Pro custa cerca de US$ 1/mês dependendo da região, remove o limite de pares e adiciona organização por pastas e personalização de cor de ícones. É uma assinatura padrão do Google Play, pode cancelar quando quiser.

Para contexto: a versão premium do app da CCS Software foi reportada em torno de US$ 13 nas Filipinas, e o "Split Screen Easy Multitasking" cobra US$ 18,99 por semana. Em US$ 1/mês, estamos aproximadamente uma ordem de grandeza abaixo do concorrente pago mais próximo.

7. Resumo — para quem é

Para quem é este app? Avaliação sincera

Não achamos que este app seja para todo mundo. Se você não tem o hábito fixo de usar dois apps juntos (mapas + música, e-mail + chat etc.), provavelmente vai abri-lo pouco. Mas se você usa Android puro e vem sentindo falta do App Pair do Galaxy desde que mudou para o Pixel, foi para você que construímos isto — e tentamos fazer o jeito mais sem concessão de recuperar esse comportamento. A postura sem anúncios e o preço de US$ 1/mês são escolhas deliberadas, e acreditamos que são as certas para essa categoria.

Prós

  • Realmente funciona no Android 15 e 16
  • Sem anúncios em qualquer plano
  • 2,8 MB, sem serviços em segundo plano
  • Sem permissão de Acessibilidade no Android 12L+
  • Nenhuma permissão de rede declarada
  • Plano Pro a ~US$ 1/mês, 10× mais barato que os concorrentes
  • Backup / restauração para trocas de aparelho
  • Traduzido para 15 idiomas

Contras

  • Há um atraso perceptível de ~1 segundo entre o toque e a tela dividida aparecer. É custo quase todo do sistema — entrar no modo dividido no Android 12L+ envolve várias transições de tarefa que o SO encadeia internamente, então qualquer app da categoria fica na faixa de 0,8 a 1,2 s. Não é bug, mas vale ajustar a expectativa
  • Sem atalhos de tela inicial, widget flutuante, gestos ou integração com Tasker — abrir um par exige entrar no app antes. Escolha deliberada de design (ver seção 2), mas cobra um toque a mais
  • A lista de criação de par mostra todos os apps instalados sem categorias, o que fica cansativo depois de ~60 apps no aparelho
  • Apps marcados pelo sistema como não redimensionáveis (Google Files, câmera nativa) continuam sem ir para tela dividida — não é culpa do app, mas é bom saber antes de bater no limite
  • Dev solo, então se você pegar um caso raro em uma ROM que não seja Pixel, não espere correção no mesmo dia

Instalar pelo Google Play

Registro de alterações

Atualizações recentes do Split Screen Launcher. Continuaremos acrescentando conforme novas versões forem publicadas.

v1.5.4 — Março de 2026
  • Melhorias de desempenho ao retomar o app
  • Corrigido um travamento ao editar pastas
v1.5.3 — Fevereiro de 2026
  • Corrigido um travamento ao reordenar pares por arrastar e soltar
v1.5.1 — Janeiro de 2026
  • Adicionado diálogo de expiração do teste para assinantes Pro
  • Correções de IDs de planos de faturamento e ajustes de UX
v1.5.0 — Janeiro de 2026
  • Adicionado acompanhamento de uso dentro do app e solicitação de avaliação
  • Sugestão de upgrade para quem se aproxima do limite grátis
v1.4.x e anteriores
  • Compatibilidade com Android 15 (novo caminho de lançamento para as restrições atuais do SO)
  • Atualização do Gradle / AGP / target SDK 35 para cumprir exigências da Play Store
  • Organização por pastas para os pares (recurso Pro)
  • Backup e restauração das configurações de pares
  • Lançamento da tradução para 15 idiomas